Recomendo: Reserva Natural das Berlengas

No verão do ano passado, visitei com a minha família o Buddha Eden, a vila de Óbidos e a Reserva Natural das Berlengas. Este é o post que estava a faltar.

Não vos vou maçar com detalhes técnicos sobre a história e fauna e flora deste arquipélago, mas deixo-vos com alguns links, fotos e dicas práticas e úteis para poderem desfrutar ao máximo da vossa futura visita à ilha.

  • Como ir?

Para visitar a ilha maior, a Berlenga grande, devem começar bem cedo o vosso dia, o primeiro barco sai as 09:30h do porto de Peniche. Aconselho a irem uma hora antes porque há sempre fila. Quando lá chegarem existem várias empresas que fazem a travessia de Peniche para as Berlengas, ida e volta são 18 euros. Levem dinheiro, pois não aceitam cartão multibanco nos quiosques onde vendem os bilhetes. A viagem demora cerca de 30-40 minutos.

  • O que fazer? O que ver?

Primeiro de tudo: levar calçado confortável, chapéu, protector solar, roupa confortável, água e comida, não esquecer a máquina fotográfica! Esta ilha tem paisagens lindas e intactas, algo único no nosso país e no mundo.

A sua grande atracção é o forte de S. João Batista. Pode-se pernoitar no forte, apesar de as condições não serem as de um hotel (tem de levar roupa de cama, por exemplo), à noite deve ter uma vista inesquecível para o mar. Devem fazer marcação prévia na associação de amigos da berlenga . O forte não está num excelente estado de preservação, mas ao menos não está descaracterizado, o que já é muito bom nos tempos que correm.

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forte s. joão batista

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frente do forte

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entrada no forte

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forte na bruma

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ponte de acesso ao forte. quem tiver vertigens vai sentir um frio na barriga 🙂

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interior do forte

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interior do forte

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interior do forte

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interior do forte

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O farol da Berlenga também está aberto ao público. Existe ainda a praia carreiro do mosteiro  (uma praia pequena mas muito agradável da qual infelizmente não tirei fotografia) e o bairro dos pescadores, único ponto da ilha que é povoado.

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Farol da Berlenga

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Gaivota

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Gaivotas

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Não sei o nome desta praia, mas só se consegue aceder por barco… completamente exclusiva!

  • Onde ficar? Onde comer?

Como já referi anteriormente podem pernoitar no forte. Mas também existe o parque de campismo das Berlengas, devem também reservar com antecedência no posto de turismo da câmara municipal de Peniche (351) 262 789 571 / 262 780 100 e a opção mais cara, mas também mais cómoda (para quem não dispensa o conforto…) o Restaurante  Mar e Sol (351) 262 750 331 com quartos duplos com casa de banho e pequeno almoço.

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vista sobre o restaurante o bairro de pescadores e o cais de embarque. ainda se vê o carreiro que leva até a praia que falei anteriormente

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parque de campismo das berlengas

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parque de campismo e ao fundo cais de embarque, bairro dos pescadores e restaurante

 

  • Recomendações?

O que fica mais barato, é levar o seu próprio farnel, não esquecer água. Ter em atenção para não deitar lixo para o chão. Devemos respeitar um local tão especial como são as Berlengas e pensar em minimizar o nosso impacto.

Uma viagem inesquecível!

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O adeus às Berlengas!

 

Recomendo: Óbidos

Por incrível que pareça, e apesar de viver relativamente perto (80 km, sensivelmente), nunca tinha visitado Óbidos. Esta bela vila medieval portuguesa do distrito de Leiria, já conheceu romanos, árabes e depois foi conquistada pelos portugueses em 1148. Esta vila ao longo da nossa história foi inserida no dote de várias rainhas portuguesas, D. Isabel e D. Filipa de Lencastre, por exemplo. Talvez por ter este toque feminino que a tornou tão pitoresca e bonita. No entanto, o seu nome Óbidos deriva do termo latino de oppidum, que significa cidadela ou cidade fortificada. O seu castelo, de origem romana, e actualmente transformado num hotel, é a imagem mais característico da paisagem de Óbidos. Mas as suas ruas com casas brancas, cheias de flores e ruas e recantos tão bem preservadas são de uma beleza que me encantaram.

Ao longo do ano existem vários eventos temáticos: Óbidos Vila Natal, a Feira Medieval e o Festival Internacional do Chocolate. Apesar de serem alturas de maior movimento, são interessantes para se visitar Óbidos. No site da Vila existem bastantes informações práticas, mapas, lista de eventos e fotos .

Ah! Aproveitem e deliciem-se com a ginjinha em copo de chocolate 🙂

A próxima paragem será a Reserva Natural das Berlengas.

Recomendo: Buddha Eden

Estas férias aproveitei para visitar alguns locais de Portugal bastante interessantes. Muitas das vezes vamos de férias para o estrangeiro e não conhecemos o nosso próprio país.

Um dos locais que visitei foi o jardim Buddha eden – jardim da paz ou anteriormente designada de quinta dos Lóridos, no Bombarral. Este gigante espaço verde (35 hectares) pertencente ao milionário português José Berardo, que deu “abrigo” a Budas que o governo taliban do Afeganistão ia destruir, construindo assim um jardim oriental bastante original em Portugal. O preço é simbólico (2,5 euros) e ainda oferecem uma garrafa de vinho de uma das quintas pertencentes ao comendador Berardo.

Atualmente estão a fazer remodelações, sendo acrescentado um auditório ao ar livre. Aqui fica o site e as minhas fotos para abrir o apetite para uma visita 🙂

Próxima paragem: Óbidos!

Visita à Fundação Eça de Queirós

Já tinha feito esta viagem à alguns anos, quando andava na escola secundária, no âmbito da disciplina de Português. Este ano voltei a fazer a mesma viagem no dia em que se comemorou 111 anos da morte de Eça de Queirós (dia 16 de Agosto de 1900). A parte interessante desta viagem é que fazemos o mesmo caminho que Eça de Queirós descreveu no romance “A cidade e as serras”, designado o Caminho de Jacinto. Eça de Queirós inspirou-se no caminho que ele próprio fez quando foi visitar pela primeira vez a Quinta que lhe foi entregue em herança.

Tal como quando fiz pela primeira vez esta viagem com o professor de Português e os meus colegas de turma, apanhei o comboio da Régua até à estação de Arêgos. Esta viagem de comboio demora cerca de 35 minutos. Aconselho a verificarem antecipadamente os horário na página da net da CP.

Quando se chega à estação de Arêgos, existem umas placas a indicar por onde devemos seguir o caminho que Jacinto fez no livro. Mas como estamos em Portugal, muitas dessas placas desapareceram (por 3 vezes, segundo a Guia da casa) e perdi-me do caminho original duas vezes. Portanto não fiz o caminho original de Jacinto. Levou cerca de duas horas e meia porque nos perdemos e o caminho não é fácil. Tem algumas partes que são bastante acidentadas. Mas vale a pena fazer esta caminhada e ver as maravilhas da Natureza. Se calhar, devia ter levado um GPS 🙂

Finalmente! 🙂

É melhor levar para a caminhada  roupa e sapatilhas confortáveis, chapéu e água. E, claro, máquina fotográfica para mais tarde recordar. 🙂

A Fundação Eça de Queirós foi inaugurada em 1997 pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, funciona na Quinta de Vila Nova, Tormes, na freguesia de Santa Cruz do Douro, concelho de Baião. Nela ainda habita a neta por afinidade de Eça de Queirós, que nos recebeu com muita simpatia e amabilidade. Na Fundação, somos conduzidos pela Guia pelas divisões da casa que estão em exposição.

No hall de entrada, estão expostos as 3 únicas peças de mobiliário originais que Eça encontrou quando chegou a esta quinta, transformada num celeiro: a cadeira, a mesa do arroz de favas (assim chamada porque, tal como o romance, foi nela que Eça fez a primeira refeição de arroz de favas que detestava e passou a adorar!) e o crucifixo.

Depois passamos para a sala que servia de Gabinete para Eça. Nela se encontram livros antigos de Eça e a secretária feita exclusivamente à sua medida. Como Eça escrevia em pé a sua secretária é alta e bem organizada. Nessa mesma sala, encontram-se fotografias dos seus descendentes. Todo seu mobiliário e livros são posteriormente trazidos pela esposa do Eça de Paris após a sua morte. Uma sala mais pequena adjacente é quase totalmente preenchida pela a cabaia chinesa oferecida pelo seu amigo pessoal o Conde de Arnoso, secretário do Rei D. Carlos, após uma visita deste a Pequim em 1887. Também podemos ver o retrato do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia, um quadro com uma paisagem alentejana pintada e oferecida pelo próprio rei a Eça e um móvel no qual estão cópias de pensamentos do escritor quando visualizava uma paisagem (já que naquela altura não existiam máquinas fotográficas era a forma de posteriormente se recordar do momento ou paisagem e incluir nos seus livros).

Seguimos para uma sala de estar na qual estão expostos objectos pessoais do escritor e da esposa. No quarto de Eça temos acesso a fotografias do escritor com os filhos e com a cabaia vestida (foi a única vez que vestiu a cabaia porque era muito grande para Eça, dizendo mesmo que não tinha pança para a preencher).

Segue-se a cozinha, que mistura a traça antiga com as comodidades modernas, dado que a casa mantém-se habitada pela descendente da família.

Já cá fora, no terraço, visitamos a capela. Pequena e despojada, com Santo António no altar, mas na qual ainda se celebram missas.

Por último, o antigo lagar da casa, transformado em loja da fundação, na qual se pode comprar lembranças desde canetas e canecas, a livros, vinhos e compotas feitas na quinta.

Na quinta pode-se ainda dar um passeio no pequeno jardim adjacente à casa ou ainda fazer um pic-nic nos bancos do miradouro, desfrutando da belíssima paisagem do Douro.

Eu não tive tempo, mas quem quiser ainda pode visitar a campa de Eça de Queirós, que se encontra sepultado na Igreja de Santa Cruz do Douro.

Para saber mais em pormenor e organizar a vossa visita a este espaço, consultem o site da Fundação Eça de Queirós na net.

Entrada da casa de Tormes