“A queda dos gigantes”, de Ken Follett

Depois de ler as mais de novecentas (!!!!) páginas de “a queda dos gigantes” de Ken Follett, posso realmente aconselhar a sua leitura. É excelente. Como já vem sendo habitual nos seus livros, aprende-se bastante sobre a época no qual se desenrola a história. Neste caso, a história passa-se entre 1911 e 1924, abrangendo a Primeira Guerra Mundial e a sua contextualização. Mas não só. A partir da vida de cinco famílias (uma russa, uma inglesa, uma gales, uma alemã e uma americana) vamos assistindo à queda dos czares e à subida do comunismo no poder na Rússia, ao aparecimento do movimento sufragista feminino, e à queda do antigo regime, com a subida das pessoas ditas do povo a lugares de poder político e social. O século XX foi desde o seu início o século de grandes mudanças e Ken Follett conseguiu transmitir perfeitamente isso.  Na primeira parte do livro, existe uma grande diferença e luta de classes sociais: os pobres que trabalhavam quase escravizados para os ricos e aristocratas. Com o início e o decorrer da Primeira Guerra tudo vai-se esbater, e o povo vai conseguir subir ao poder e do aparecimento de uma grande potência mundial, o polícia do mundo: os Estados Unidos da América.

No final do livro fica no ar o mote para o próximo livro: Adolf Hitler na Alemanha inicia uma revolução e é preso. Fala-se também de alguns personagens da família alemã de se juntarem ao partido nacional-socialista e de racismo/ antisemitismo. Esse será o segundo livro desta triologia “o século”, no qual o autor vai narrar os 100 anos de história do século XX.

As melhores personagens para mim são as femininas: tanto Ethel como Maud são personagens cheias de vida e vão sofrer uma grande evolução. Os personagens masculinos, na minha opinião, são menos elaborados, e os que passaram pela guerra, tornam-se mais interessantes, como o Billy, Walter, Fitz e Grigori e conseguimos entender as diferentes visões sobre a guerra.

Mas não há nada como ler o livro, apesar de grande e um pouco caro, penso que vale a pena o investimento pois trata de uma parte da história que ainda influencia fortemente a Europa e o mundo.

Um pensamento sobre ““A queda dos gigantes”, de Ken Follett

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