Luísa, em “O Primo Basílio”

Já ninguém escreve assim:

“Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saia delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido: sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e alma se cobria de um luxo radioso de sensações!”

Eça de Queirós. “O Primo Basílio”. p.183. Porto Editora.

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