“Ensaio sob a cegueira” – o filme

Este é um filme que mostra como após uma cegueira contagiosa, a vida quotidiana numa grande cidade dos nossos tempos é afectada. Isto é a primeira impressão do filme. Porque é muito mais que isso. Quando aparecem os primeiros casos desta cegueira, o governo coloca-os de quarentena, isolados e entregues à sua própria sorte,  num antigo hospital. Aqui é denunciado mais um aspecto da sociedade moderna, quando um problema chateia, é isolar esse problema. Aí, a história entra num ritmo próprio. Assistimos à degradação das pessoas, no desrespeito pelos outros da mesma condição, na subjugação dos mais frágeis. No entanto, a mulher do médico oftalmologista é a única que não fica cega, assim como o cão que encontra no final. Ela assiste a tudo os que os outros não vêem, toda a miséria e degradação humanas. Para ela “a coisa mais aterrorizante que a cegueira, é ser a única que pode ver”. Pois aquilo que impressiona, é a sujidade, a realidade crua das condições extremas e da violência de algumas imagens (nomeadamente quando as mulheres são violadas para poderem ter comida. Não é nada fácil para uma mulher ver essas imagens).

É um bom filme, muito diferente dos filmes holliwoodescos. É um filme que nos obriga a reflectir sobre a nossa sociedade e nas nossas atitudes perante os outros. É um filme que comove, mexe com o intimo das pessoas e nos inspira a sermos melhores pessoas, pois no fundo fala sobre o amor. É um filme que demonstra, como diz o ditado popular português, que o pior cego é aquele que não quer ver.

Este é o trailer de promoção do filme:

E neste video, a reacção de Saramago e Fernando Meirelles comovidos e felizes quando assistem pela primeira vez ao filme:

Acho que todos nos sentimos emocionados perante estas imagens e palavras.

Depois de ver o filme, tenho mais vontade de ler o livro, que deve ser ainda melhor. Já decidi qual o próximo livro e o primeiro de Saramago que vou ler! :)

“The Prestige”, “O Terceiro Passo”

Um filme de Christopher Nolan, com Christian Bale e Hugh Jackman nos principais papéis, Michel Caine, David Bowie, Rebecca Hall e Scarllet Johanson nos secundários.

Baseado no livro homónimo de Christopher Priest, este filme fala da rivalidade que se vai desenvolvendo entre dois amigos  iniciados na magia, na obcessão de um deles pelo truque do outro. O filme está espetacularmente construído da mesma forma que é construído um truque de magia: a preparação, o truque e o prestígio.

Mas o melhor é ver mesmo o filme ;)

“Felicity” – o final

E pronto, acabei de ver a quarta e última temporada de “Felicity”. Muito mudou na série, e na minha opinião, o último episódio deixou muito a desejar. Além de ser muito confuso (a Felicity volta atrás no tempo para remediar ter escolhido Ben em vez de Noel, mas o “karma” dela é mesmo ficar com Ben), existem pormenores que não encaixam bem. Eleina, que morre de acidente de viação num dos últimos episódios, aparece no final no casamento do Noel. E depois de tantos anos no ar, penso que o último episódio foi para despachar, quase somente é uma compilação dos melhores momentos entre Felicity e Ben.

Também tive pena que a partir de certa altura, a Felicity deixasse de gravar as cassetes para a amiga Sally. Isso era a imagem de marca dela. Também penso que deveriam ter dado mais ênfase no final de Sean e Meghan já que se tornaram das personagens mais importantes da série. Já sabiamos que estavam casados, mas no final, quase nem se viram.

O final desiludiu um pouco, mas ficam os bons momentos da série da minha adolescência que eu sempre quis acabar de ver :)

Goodbye, Felicity Porter :)

Nurse Jackie

Esta é a nova série que estou a começar a ver… Nurse Jackie :)

Ainda só vi o episódio piloto, ainda não deu para formar a minha opinião. Mas pareceu-me muito divertida.

Em Portugal, esta série com a Edie Falco interpretando a “nurse Jackie”, começou dia 17 de Maio na Fox.