“A queda dos gigantes”, de Ken Follett

Dezembro 29th, 2011 § 1 Comentário

Depois de ler as mais de novecentas (!!!!) páginas de “a queda dos gigantes” de Ken Follett, posso realmente aconselhar a sua leitura. É excelente. Como já vem sendo habitual nos seus livros, aprende-se bastante sobre a época no qual se desenrola a história. Neste caso, a história passa-se entre 1911 e 1924, abrangendo a Primeira Guerra Mundial e a sua contextualização. Mas não só. A partir da vida de cinco famílias (uma russa, uma inglesa, uma gales, uma alemã e uma americana) vamos assistindo à queda dos czares e à subida do comunismo no poder na Rússia, ao aparecimento do movimento sufragista feminino, e à queda do antigo regime, com a subida das pessoas ditas do povo a lugares de poder político e social. O século XX foi desde o seu início o século de grandes mudanças e Ken Follett conseguiu transmitir perfeitamente isso.  Na primeira parte do livro, existe uma grande diferença e luta de classes sociais: os pobres que trabalhavam quase escravizados para os ricos e aristocratas. Com o início e o decorrer da Primeira Guerra tudo vai-se esbater, e o povo vai conseguir subir ao poder e do aparecimento de uma grande potência mundial, o polícia do mundo: os Estados Unidos da América.

No final do livro fica no ar o mote para o próximo livro: Adolf Hitler na Alemanha inicia uma revolução e é preso. Fala-se também de alguns personagens da família alemã de se juntarem ao partido nacional-socialista e de racismo/ antisemitismo. Esse será o segundo livro desta triologia “o século”, no qual o autor vai narrar os 100 anos de história do século XX.

As melhores personagens para mim são as femininas: tanto Ethel como Maud são personagens cheias de vida e vão sofrer uma grande evolução. Os personagens masculinos, na minha opinião, são menos elaborados, e os que passaram pela guerra, tornam-se mais interessantes, como o Billy, Walter, Fitz e Grigori e conseguimos entender as diferentes visões sobre a guerra.

Mas não há nada como ler o livro, apesar de grande e um pouco caro, penso que vale a pena o investimento pois trata de uma parte da história que ainda influencia fortemente a Europa e o mundo.

Bryan Adams em Portugal

Dezembro 18th, 2011 § Deixe um Comentário

Bryan Adams actuou no passado dia 15 de Dezembro, perante 20 mil pessoas no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Durante cerca de duas horas e meia, BA mostrou que apesar de fisicamente já não ser um jovem, como “rocker” é como o vinho do Porto: está cada vez melhor! Cantou, tocou, actuou cheio de energia, generoso com os seus companheiros de banda e com o público (mesmo com a Rita, a escolhida do público para cantar When you gone, que apesar de desafinada teve uma excelente atitude), declarando-se ao público português “um bocadinho do meu coração pertence-vos!”

Para mim, foi o melhor concerto que já assisti. Foi no que mais cantei, dancei e mais me entusiasmei. Foi 5 estrelas! :)

Só tenho uma coisa negativa a referir, mas está relaciona com a organização do pavilhão atlântico. Não deviam permitir que as espectadores fumassem dentro do recinto. É mesmo desagradável!

Para mais pormenores, ver aqui.

Bolo de maçã e canela

Outubro 29th, 2011 § Deixe um Comentário

Para quem tenha maçãs a estragarem-se na fruteira (e com esta crise não se pode desperdiçar NADA!) decidi fazer um bolo de maçã. Procurei na net e descobri este. Costumo seguir este blog e tem sempre dicas e receitas muito boas.
O bolo ficou delicioso, para além de ser facilíssimo de confeccionar. Sabe mesmo bem com um chá agora nestes dias mais frios.

O Siciliano, de Mario Puzo

Outubro 9th, 2011 § Deixe um Comentário

Há uns tempos atrás, decidi ler o livro mais conhecido de Mario Puzo “O Padrinho”, livro este que deu origem ao filme com o mesmo nome. E as minhas expectativas foram ultrapassadas. Simplesmente adorei a simplicidade da escrita, o encadeamento e dinâmica da história, o que faz com que tenhamos vontade de saber o que vem a seguir. E tal como já tinha gostado muito do Padrinho, o mesmo aconteceu com o Siciliano. Conta a história de Salvatore Guiliano, ou Turi, de de Aspanu Pisciotta, o seu amigo desde sempre e companheiro de armas, e de como estes dois personagens desde que são crianças e como se tornam guerreiros, heróis separatistas da Sicília contra o governo de Itália e a Máfia (ou como no livro se diz, os amigos dos amigos).

E qual é a relação que o Siciliano tem com o padrinho? Mesmo que somente tenham visto o filme, Michael Corleone esteve exilado na Sicilia após ter morto Sollozo. Aqui ficou e até chegou a casar, mas passados dois anos o seu pai, Don Vito Corleone, decide que seu filho pode regressar para a América e levar com ele Turi. E aqui se desenrola a história, conhecendo todas as personagens ao pormenor desde a infância de Turi até ao regresso de Michael à América.

A personagem de Turi Guiliano existiu verdadeiramente, assim como o seu amigo Aspanu Pisciotta. Mas claro que este livro não relata os factos tal e qual eles aconteceram, apesar de se basear neles.

Aconselho vivamente a leitura deste livro. Estes dois livros passaram a ser dos meus livros preferidos. Em Portugal, este livro está editado pela Bertrand Editora. É um livro de bolso, pequeno, mas mesmo assim custa cerca de 10 euros.

Bryan Adams em Portugal

Setembro 29th, 2011 § Deixe um Comentário

Pois é, os bilhetes já estão esgotados, mas eu lá estarei dia 15 de Dezembro :)

“Expiação”

Setembro 9th, 2011 § Deixe um Comentário

Expiação“, ou “Atonement” não é uma obra-prima do cinema, mas gostei bastante. James McAvoy é um excelente actor, perfeito no papel de Robbie Tuner, assim como a pequena actriz que interpreta Briony Tallis com 13 anos. A Keira Knightley como Cecilia Tallis também está bem.

O filme fez me interessar pelo livro (do escritor inglês Ian McEwan) e apesar de ser muito fiel ao livro, o livro é mil vezes melhor. Faz nos querer saber mais, a ler mais, ficar emocionados, chateados e felizes pelas personagens. E concordo com o final, Briony vai pagar pelos seus actos. Não de uma forma brutal ou drástica, mas vai se “apagando”. Acho que é neste ponto que o livro se torna especial: é maduro, inteligente e as personagens poderiam perfeitamente ser reais.

Se não gostarem de ler, vejam o filme. :)

Esta imagem no filme é espectacular. Gosto muito da cena na fonte, cheia de tensão entre Robbie e Cecilia e de simbolismo.

É um espetáculo!

Setembro 1st, 2011 § Deixe um Comentário

Os Clã com Sérgio Godinho.

Casa de Tormes na RTP

Agosto 24th, 2011 § Deixe um Comentário

Nem por acaso, a RTP visitou também dia 23 de Agosto a Fundação Eça de Queirós. A partir de do minuto 4:40. Ou aqui numa reportagem do telejornal da RTP1.

“Filipa de Lencastre – a rainha que mudou Portugal”, de Isabel Stilwell

Agosto 20th, 2011 § Deixe um Comentário

“Filipa de Lencatre – a rainha que mudou Portugal” , romance histórico de Isabel Stilwell, aborda a vida de Phillipa of Lancaster, filha de John of Gaunt e neta do Rei Edward III de Inglaterra. Aos 27 anos casa-se com D. João I de Portugal e dessa união nascem 8 filhos, a chamada ínclita geração. Mudou Portugal porque dela descenderam os príncipes que iriam tornar Portugal a maior potência mundial.

Eu gostei muito deste livro. Primeiro porque nota-se que Isabel fez uma investigação bastante cuidadosa e aprofundada. É uma obra de ficção mas firmemente baseada em factos reais documentados. Phillipa e os restantes personagens poderiam perfeitamente ter sido da forma que Isabel os descreve. Segundo, acho importante estudar-se e dar a conhecer aos portugueses a vida das nossas mais importantes personagens históricas. E terceiro, a escrita de Isabel é muito acessível, fácil de acompanhar, despretensiosa, mas sem se tornar medíocre. Um livro que recomendo vivamente a sua leitura.

Isabel Stilwell escreveu mais dois romances históricos sobre rainhas portuguesas que espero vir a ler entretanto: D. Catarina de Bragança e D. Amélia.

Visita à Fundação Eça de Queirós

Agosto 19th, 2011 § Deixe um Comentário

Já tinha feito esta viagem à alguns anos, quando andava na escola secundária, no âmbito da disciplina de Português. Este ano voltei a fazer a mesma viagem no dia em que se comemorou 111 anos da morte de Eça de Queirós (dia 16 de Agosto de 1900). A parte interessante desta viagem é que fazemos o mesmo caminho que Eça de Queirós descreveu no romance “A cidade e as serras”, designado o Caminho de Jacinto. Eça de Queirós inspirou-se no caminho que ele próprio fez quando foi visitar pela primeira vez a Quinta que lhe foi entregue em herança.

Tal como quando fiz pela primeira vez esta viagem com o professor de Português e os meus colegas de turma, apanhei o comboio da Régua até à estação de Arêgos. Esta viagem de comboio demora cerca de 35 minutos. Aconselho a verificarem antecipadamente os horário na página da net da CP.

Quando se chega à estação de Arêgos, existem umas placas a indicar por onde devemos seguir o caminho que Jacinto fez no livro. Mas como estamos em Portugal, muitas dessas placas desapareceram (por 3 vezes, segundo a Guia da casa) e perdi-me do caminho original duas vezes. Portanto não fiz o caminho original de Jacinto. Levou cerca de duas horas e meia porque nos perdemos e o caminho não é fácil. Tem algumas partes que são bastante acidentadas. Mas vale a pena fazer esta caminhada e ver as maravilhas da Natureza. Se calhar, devia ter levado um GPS :)

Finalmente! :)

É melhor levar para a caminhada  roupa e sapatilhas confortáveis, chapéu e água. E, claro, máquina fotográfica para mais tarde recordar. :)

A Fundação Eça de Queirós foi inaugurada em 1997 pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, funciona na Quinta de Vila Nova, Tormes, na freguesia de Santa Cruz do Douro, concelho de Baião. Nela ainda habita a neta por afinidade de Eça de Queirós, que nos recebeu com muita simpatia e amabilidade. Na Fundação, somos conduzidos pela Guia pelas divisões da casa que estão em exposição.

No hall de entrada, estão expostos as 3 únicas peças de mobiliário originais que Eça encontrou quando chegou a esta quinta, transformada num celeiro: a cadeira, a mesa do arroz de favas (assim chamada porque, tal como o romance, foi nela que Eça fez a primeira refeição de arroz de favas que detestava e passou a adorar!) e o crucifixo.

Depois passamos para a sala que servia de Gabinete para Eça. Nela se encontram livros antigos de Eça e a secretária feita exclusivamente à sua medida. Como Eça escrevia em pé a sua secretária é alta e bem organizada. Nessa mesma sala, encontram-se fotografias dos seus descendentes. Todo seu mobiliário e livros são posteriormente trazidos pela esposa do Eça de Paris após a sua morte. Uma sala mais pequena adjacente é quase totalmente preenchida pela a cabaia chinesa oferecida pelo seu amigo pessoal o Conde de Arnoso, secretário do Rei D. Carlos, após uma visita deste a Pequim em 1887. Também podemos ver o retrato do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia, um quadro com uma paisagem alentejana pintada e oferecida pelo próprio rei a Eça e um móvel no qual estão cópias de pensamentos do escritor quando visualizava uma paisagem (já que naquela altura não existiam máquinas fotográficas era a forma de posteriormente se recordar do momento ou paisagem e incluir nos seus livros).

Seguimos para uma sala de estar na qual estão expostos objectos pessoais do escritor e da esposa. No quarto de Eça temos acesso a fotografias do escritor com os filhos e com a cabaia vestida (foi a única vez que vestiu a cabaia porque era muito grande para Eça, dizendo mesmo que não tinha pança para a preencher).

Segue-se a cozinha, que mistura a traça antiga com as comodidades modernas, dado que a casa mantém-se habitada pela descendente da família.

Já cá fora, no terraço, visitamos a capela. Pequena e despojada, com Santo António no altar, mas na qual ainda se celebram missas.

Por último, o antigo lagar da casa, transformado em loja da fundação, na qual se pode comprar lembranças desde canetas e canecas, a livros, vinhos e compotas feitas na quinta.

Na quinta pode-se ainda dar um passeio no pequeno jardim adjacente à casa ou ainda fazer um pic-nic nos bancos do miradouro, desfrutando da belíssima paisagem do Douro.

Eu não tive tempo, mas quem quiser ainda pode visitar a campa de Eça de Queirós, que se encontra sepultado na Igreja de Santa Cruz do Douro.

Para saber mais em pormenor e organizar a vossa visita a este espaço, consultem o site da Fundação Eça de Queirós na net.

Entrada da casa de Tormes

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